Em encontro suspeito monitorado pela Polícia Federal, presidente determina consecução dos repasses para que deputado cassado não revele o que sabe. Responsável pelos pagamentos foi o grupo JBS, um dos principais doadores de campanha nas últimas eleições

Beto Barata/PR
Sombras: Temer chega ao auditório do Planalto para pronunciamento nesta quinta (18)
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nesta quinta-feira (18) uma das gravações realizadas pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, e apresentadas à Procuradoria-Geral da República (PGR) como parte da sua delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato. O sigilo foi levantado depois que o ministro Fachin, relator da Lava Jato no STF, enviou o material ao presidente Michel Temer.
Temer diz que não renunciará
Recebida como uma bomba que alterou irreversivelmente a cena política do país, a ponto de até aliados jogarem a toalha sobre a situação do governo, o diálogo mostra Temer assentindo o pagamento de uma espécie de propina para comprar o silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso e condenado a 15 anos e quatro meses de prisão por envolvimento no petrolão. O presidente nega qualquer irregularidade e diz que falou sobre repasses a Cunha por “solidaridade”.
O presidente ouviu de Joesley que uma mesada estava sendo paga a Eduardo Cunha e ao operador do PMDB no petrolão Lúcio Funaro para eles ficarem calados sobre o esquema de corrupção na Petrobras. Diante da informação, Temer incentivou: “Tem que manter isso, viu?”. Segundo as investigações, um dos principais doadores de campanha nas últimas eleições, o grupo JBS era o responsável pelos pagamentos ao ex-deputado.
Os depoimentos dos irmãos Batista também comprometem o senador Aécio Neves (PSDB-MG), gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley.
*colaborou Lúcio Batista
Leia também:
Aécio é gravado pedindo R$ 2 milhões ao dono da JBS
VEJA MAIS:
Beto Barata/PR
Sombras: Temer chega ao auditório do Planalto para pronunciamento nesta quinta (18)
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nesta quinta-feira (18) uma das gravações realizadas pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, e apresentadas à Procuradoria-Geral da República (PGR) como parte da sua delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato. O sigilo foi levantado depois que o ministro Fachin, relator da Lava Jato no STF, enviou o material ao presidente Michel Temer.
Temer diz que não renunciará
Recebida como uma bomba que alterou irreversivelmente a cena política do país, a ponto de até aliados jogarem a toalha sobre a situação do governo, o diálogo mostra Temer assentindo o pagamento de uma espécie de propina para comprar o silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso e condenado a 15 anos e quatro meses de prisão por envolvimento no petrolão. O presidente nega qualquer irregularidade e diz que falou sobre repasses a Cunha por “solidaridade”.
O presidente ouviu de Joesley que uma mesada estava sendo paga a Eduardo Cunha e ao operador do PMDB no petrolão Lúcio Funaro para eles ficarem calados sobre o esquema de corrupção na Petrobras. Diante da informação, Temer incentivou: “Tem que manter isso, viu?”. Segundo as investigações, um dos principais doadores de campanha nas últimas eleições, o grupo JBS era o responsável pelos pagamentos ao ex-deputado.
Os depoimentos dos irmãos Batista também comprometem o senador Aécio Neves (PSDB-MG), gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley.
*colaborou Lúcio Batista
Leia também:
Aécio é gravado pedindo R$ 2 milhões ao dono da JBS
VEJA MAIS:

0 Comments:
Postar um comentário