Barros, Dorgival  e Dr. Ney Robson e esposa (Oral Clínica), Mossoró-RN


No início da noite de ontem visitei o Desembargador Federal Francisco Barros Dias na sua Fazenda Nevoeiro, localizada a pouco mais de 500m desta cidade. Lá,  estavam Gilberto Pinto e Josselito Costa. Para a felicidade do anfitrião, logo que adentrei à fazenda começou a chover e isso foi motivo de muitas brincadeiras.
Começa hoje (5) ao meio-dia e termina às 23h59 do domingo (8) a programação especial de Páscoa, promovida pelas 14 concessionárias de rodovias federais. A iniciativa atende à determinação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para dar mais segurança e fluidez aos usuários dessas rodovias.

Como órgão regulador e fiscalizador da vias administradas pela iniciativa privada, a ANTT orienta as empresas a intensificarem as ações que visam, principalmente, à redução do índice de acidentes. Todas as concessionárias reforçarão a quantidade de veículos e colaboradores.

Um total de 152 ambulâncias, 195 guinchos e 128 veículos de inspeção vão reforçar o policiamento e o atendimento de emergência nessas vias, nos horários de maior movimento.

Também serão fixadas faixas e painéis com regras e orientações de segurança no trânsito. Nas praças de pedágio será ampliada a quantidade de cabines em operação.

Serão implantadas ainda faixas de tráfego reversíveis nos segmentos de grande movimento. A fiscalização da Polícia Rodoviária Federal também será reforçada.

Fonte: Nominuto
Demóstenes Torres já era. O senador do Democratas vai renunciar ou será cassado por ter colocado seu mandato a serviço da contravenção.

Demóstenes era um bom ator. No plenário do Senado, ele desempenhava o papel - muito difícil - de arauto da ética. Na vida privada, era um escroque que trabalhava para Carlinhos Cachoeira.

O destino de Demóstenes já está traçado. E o DEM, hein? Como vai ficar o DEM?

O partido vem de dois baques recentes: o mensalão do DEM, protagonizado por José Roberto Arruda; e a debandada de parlamentares e políticos para o PSD de Gilberto Kassab. A legenda estava em processo de recuperação. Estava se reorganizando, planejando as eleições municipais e as futuras.

Eis que cai a máscara do Demóstenes. É dose para matar qualquer um!

Os candidatos a prefeito neste ano já estão pedindo a expulsão imediata do senador desgraçado. A preocupação é pertinente. O DEM virou motivo de chacota nas redes sociais por causa do DEMóstenes.

O deputado federal ACM Neto (DEM-BA), candidato em Salvador, estabeleceu um prazo para Demóstenes: ele deve dar explicações até a noite desta segunda-feira. Se não der, será aberto processo de expulsão.

Os adversários vão deitar e rolar na campanha eleitoral. O DEM vai sofrer todo tipo de provocação.

O jeito é expulsar o DEMóstenes. Logo! O mais rápido possível! Ligeiro!

Anote o que eu estou dizendo: Demóstenes Torres termina a semana santa sem partido. Virou Judas do sábado de aleluia.
Fonte: Nominuto
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Os 128 servidores da Universidade do Estado do Rio Grande (Uern) contratados pela instituição durante a década de 1990 sem a realização de concurso público estão sendo citados pela Vara da Fazenda Pública de Mossoró. O Ministério Público ingressou no final do ano passado com Ação Civil Pública (ACP) pedindo a exoneração imediata desses funcionários.
De acordo com o MP, os servidores estão sendo informados, um a um, do pedido feito pelo órgão. "A ação está em andamento. Alguns servidores já tomaram conhecimento, enquanto outros ainda não foram encontrados, uma vez que o número de funcionários é alto", destaca Kalhil Pereira, responsável pela Secretaria do Patrimônio Público do Ministério Público em Mossoró.
Ainda segundo Kalhil Pereira, após os 128 servidores terem sido citados, será aberto o prazo para contestação, e na sequência a ACP será julgada.
O MP destaca que os funcionários foram admitidos durante a década de 1990, sem terem sido submetidos a concurso público, o que caracteriza um ato ilegal, uma vez que a Constituição Federal (CF), outorgada em 1988, só autoriza a permanência daqueles servidores que foram contratados até cinco anos antes da legislação entrar em vigor.
A Ação foi ingressada pelo titular da 11ª Promotoria de Justiça, com atuação na área de Defesa do Patrimônio Público, promotor Eduardo Medeiros Cavalcanti, que em entrevista à imprensa na época em que a ACP estava sendo ingressada, informou que o Ministério Público tentou resolver o problema para que o erro fosse corrigido sem a necessidade de acionar o Poder Judiciário, mas não obteve êxito.
O promotor explicou que a contratação ilegal ocorreu através de uma lei estadual, que na década citada favoreceu o ingresso de dezenas de funcionários aos quadros da Universidade.
Mesmo a Uern tendo realizado concurso público, em 2010, disponibilizando vagas para os cargos de técnico-administrativo e para técnico de nível superior, os 128 servidores continuam exercendo suas funções na instituição. O certame, aliás, terá seu prazo de validade expirado nos próximos meses, podendo ser prorrogado por mais dois anos.
A equipe do jornal O Mossoroense tentou entrar em contato com o reitor da Uern, Milton Marques de Medeiros, para questioná-lo a respeito da Ação Civil Pública movida pelo MP, e também sobre a possibilidade de prorrogação do concurso realizado em 2010, mas não obteve sucesso nas tentativas.



Primeiro foi o desembargador Rafael Godeiro que passou a responsabilidade para o seu então vice presidente Amaury Moura. Teria sido do segundo a decisão de facilitar a tramitação do pagamento de precatórios no Tribunal de Justiça.

Hoje, Moura nega com ênfase ao Novo Jornal:

- Eu não sei de onde o desembargador Rafael Godeiro tirou da cabeça que eu aprovei isso. Era uma sessão ordinária, como acontece todas às quartas-feiras, com a presença do procurador geral. Foi aprovado por unanimidade. Só estava ausentes o presidente Rafael Godeiro e a desembargadora Judite Nunes. Eu apenas presidi a sessão. Acho que ele (Rafael Godeiro) se expressou mal.”
Uma ótima opção para a Semana Santa
Abel Neto, pré-candidato a vice-prefeito do prefeitável Antonimar Amorim Carlos    


Os membros da comissão que investiga os desvios de precatórios no Tribunal de Justiça, Caio Alencar e Luiz Alberto Dantas, estão sob escolta policial 24 horas. Da mesma forma, a presidente do Tribunal, Judite Nunes, que já tinha policiais à disposição por conta de seu cargo, teve a segurança reforçada. O pedido partiu do próprio TJ, segundo fontes da Tribuna do Norte. O desembargador Caio Alencar confirmou ontem à TRIBUNA DO NORTE o acompanhamento permanente de policiais. A escolta está disponível desde quinta-feira da semana passada.

Desembargador Caio Alencar: É uma questão de prevenir.

                           O professor Antonio do Amaral, de Cocal dos Alves (PI), vai aproveitar a oportunidade para fazer o sonhado mestrado (Foto: Efrem Ribeiro)Professores de matemática que lecionam em escolas públicas poderão se inscrever em maio deste ano no único mestrado profissional semipresencial recomendado pelo Ministério da Educação, por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O edital do exame de ingresso para a turma de 2013 tem previsão de 1.575 vagas.

Os professores precisarão fazer uma prova e os selecionados receberão uma bolsa da Capes no valor de R$ 1.200. Atualmente 2.500 professores da rede pública estão no Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (Profmat), que é coordenado pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). Participam do programa 59 instituições de ensino superior nas cinco regiões, num total de 74 polos presenciais.

O mestrado tem duração de dois anos e a tese final obrigatória é uma monografia sobre experiência de matemática do ensino básico que tenha impacto na prática didática em sala de aula. “É um mestrado para fortalecer o ensino da matemática na educação básica. Não dá para termos no Brasil alunos analfabetos em números”, diz Hilário Alencar, presidente da SBM. Em fevereiro de 2013, concluirão o mestrado cerca de mil professores inscritos em 2011, na primeira chamada do programa.

Murilo Sérgio Roballo, 43 anos, inscreveu-se em 2012 e foi o único dos candidatos a gabaritar a prova. “Sou professor há 25 anos, dou aula em dois colégios de ensino médio em Brasília, e foi uma prova tranquila”, afirma o professor, que faz as aulas presenciais na Universidade de Brasília (UnB).  “Esse mestrado é importante. Além de aperfeiçoar conhecimento vai repercutir em melhoria salarial”, comenta.

Antonio Cardoso do Amaral, 32 anos, é professor há uma década na rede pública em Cocal dos Alves (PI), cidade a 300 km de Teresina que ganhou destaque pela conquista de medalhas na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). “Pelas condições de vida e geográficas, estava difícil cursar um mestrado. Mas era um sonho meu e essa oportunidade surgiu como uma luva”, conta o professor.

As aulas presenciais são na sexta-feira e o professor vai de ônibus ou de carona até a Universidade Federal do Piauí. Segundo ele, o conteúdo caiu bem para as necessidades em sala de aula. “Com a conclusão desse curso, eu já vejo que é possível ir mais longe com meu trabalho de matemática na olimpíada. Vou me sentir bem mais embasado para uma melhor orientação aos meus alunos”, acrescentou.  “Quando o aluno tem talento, o professor tem de estar preparado, porque senão ele ultrapassa quem ensina.”

Em contrapartida ao investimento do governo federal, os professores bolsistas devem atuar na escola pública nos cinco anos seguintes após a conclusão do mestrado. A prioridade do Profmat é para professores de escolas públicas, mas 20% das vagas poderão ser preenchidas por docentes da rede privada.

Hoje a Capes tem 380 mestrados profissionais no país, com 13 mil alunos matriculados. No entanto, na modalidade semipresencial, o Profmat é o único. O diretor de educação a distância da Capes, João Carlos Teatini, acredita que a expansão dessa modalidade será acelerada no país. Programas de mestrado profissional semipresencial, em outras áreas de ensino, como letras e química, estão em estudo na Capes.
Fonte: Portal do MEC



Anônimo disse...
 
Estou sentindo a falta do meu Vereador Thiago, que inclusive receberia o apoio de Raimundo Pedro. Thiago tem o DN do pai e talvez ainda vá explodir com esse jogo, até porque se analisarmos o grupo do PMDB com o grupo da oposição, é claro que na oposição existem pessoas mais qualificadas.
Meu sobrinho João Maria, advogado e recém nomeado para cargo na  Justiaça Federal, Assu-RN
Dorgival Dantas, artista de renome nacional e internacional. Obrigado pela recpetividade no almoço

  
Desembargador Federal Francisco Barros, Dorgival Dantas, músico/compositor de renome nacional e internacional,  e o empresário Valcides Sales (Gelice)
  
Advogados Dr. Weliton  e Dra. Derlange Sales (no centro)

 
Professor Nádson Dias, recém convocado para exercer o cargo de professor na cidade de Nova Cruz e o coordenador da Escola Lato Sensu, Natal, Josselito Costa que desempenha um trabalho muito receptivo na instituição.



O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte emitiu nota sobre a Operação Judas, que investiga irregularidades na Divisão de Precatórios do Tribunal. A presidente da Corte, Judite Nunes, informou nesta segunda-feira (2) que está solicitando à 7ª Vara Criminal cópia elementos colhidos até o momento da investigação para que o TJ analise se há alguma providêcia a ser tomada contra os desembargadores Rafael Godeiro e Oswaldo Cruz, citados como beneficiários no esquema fraudulento.

Ainda na nota, Judite Nunes disse que não cabe à Presidência do TJ emitir opinião sobre as manifestações do Ministério Público ou dos réus e advogados de defesa, mas que confia na apuração isenta dos fatos sobre as irregularidades no pagamento de precatórios no Rio Grande do Norte.

Confira abaixo a nota:

A Presidente do Tribunal de Justiça do RN, Desembargadora Judite Nunes, em face das últimas notícias veiculadas pela imprensa em relação à apuração de irregularidades ocorridas no Setor de Precatórios deste Tribunal, torna públicos os seguintes esclarecimentos:

I - Que no mês de janeiro passado esta Presidência, acatando sugestão da Comissão que designou para averiguar as irregularidades ocorridas no Setor de Precatórios do Tribunal de Justiça, solicitou contribuição do Tribunal de Contas e do Conselho Nacional de Justiça para que se pudesse chegar à dimensão exata das irregularidades detectadas, bem como reestruturar o referido Setor, o que vem sendo feito e já em fase bastante adiantada.

II - Que, ao mesmo tempo, acatou sugestão da mesma Comissão, que entendia necessária a imediata judicialização da questão, pelo que entregou ao Ministério Público material que evidenciava indícios de prática criminosa, solicitando o aprofundamento das investigações no que se refere aos eventuais delitos, com a responsabilização de quem se encontrar em culpa.

III - Que em decorrência desta última medida, a imprensa tem noticiado a confissão dos principais acusados dos desvios de valores, com a indicação de Membros deste Tribunal, bem como veiculou nota em que o Ministério Público confirma ter havido acusação pelos réus, perante o Juízo da 7ª Vara Criminal da Comarca de Natal, contra dois Desembargadores.

IV - Que esclarece que não tem conhecimento oficial dos depoimentos colhidos perante a 7ª Vara Criminal, pelo que está solicitando ao referido Juízo cópia dos elementos até agora colhidos para que esta Corte e sua Presidência possam apreciar se existe alguma providência a ser adotada a respeito.

V - Que não cabe a esta Presidência se pronunciar acerca da demanda judicial e, portanto, emitir opinião sobre as manifestações das partes envolvidas no processo em epígrafe, seja a acusação (Ministério Público) seja a Defesa (réus e advogados), mas apenas aguardar o desenrolar da ação penal, com a plena confiança de que a Justiça fará a mais ampla e profunda apuração dos fatos e de forma absolutamente isenta, sendo este o único interesse desta Presidência e motivo maior de todas as providências, pronta e serenamente adotadas desde o início das investigações.

VI - Que resta a esta Presidência dar continuidade às medidas necessárias a mais ampla apuração dos fatos, mantendo a inafastável postura de rigor, serenidade e transparência na condução do caso, inclusive com o fornecimento, aos órgãos envolvidos - Ministério Público, Tribunal de Contas e CNJ -, de todas as informações que se fizerem necessárias ao alcance dos nossos objetivos.

Natal, 02 de abril de 2012.



Fonte: Tribuna do Norte Online

 









A Ordem dos Advogados do Brasil defende o pedido de afastamento dos dois desembargadores citados por Carla Ubarana como co-autores dos desvios de precatórios no TJRN. O presidente da OAB/RN, Paulo Eduardo Teixeira, disse ontem que não se trata de prejulgar os magistrados, que devem ter o direito de se defender, mas de garantir o ambiente para a continuidade das investigações. "Até para que depois não se diga que as investigações não se aprofundaram porque os citados permaneceram em seus cargos", disse.
Paulo Eduardo explicou que a posição da seccional potiguar da Ordem é coerente com a tomada pela OAB a nível nacional, como no caso do senador Demóstenes Torres (DEM). "O que a OAB vem pregando ao longo do tempo é que quando existe uma investigação onde as pessoas são nominadas e recai sobre elas alguma suspeita é prudente que essas pessoas se afastem para que as investigações possam ocorrer sem nenhuma suspeita", avalia.

Além de uma decisão judicial do Superior Tribunal de Justiça, apenas o Conselho Nacional de Justiça tem poder para afastar os desembargadores citados por Carla Ubarana, caso se julgue necessário. O próprio TJRN não teria poderes para decidir sobre esse assunto. Os desembargadores - Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz -  poderiam pedir afastamento, mas para isso seria necessário alegar motivo de saúde.
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) reforçou em Plenário nesta segunda-feira (2) o pedido para que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) esclareça, na tribuna do Senado, suas relações com o empresário do ramo de jogos de azar Carlinhos Cachoeira. Suplicy também pediu uma apuração completa das denúncias pela Procuradoria-Geral da República e pelo Conselho de Ética da Casa.
Para o senador, se for confirmado, o relacionamento entre Demóstenes e Carlinhos Cachoeira, com a possível utilização do mandato para a percepção de vantagens indevidas, caracteriza uma “irregularidade grave”.
Suplicy lembrou que, há três semanas, foi o primeiro a apartear o discurso em que Demóstenes deu explicações ao Senado, afirmando que mantinha relações apenas de amizade pessoal com Cachoeira. Na ocasião, 44 senadores manifestaram apoio ao senador do DEM, que, segundo Suplicy, havia se destacado na Casa tanto pelo seu conhecimento jurídico quanto pela forma com que defendia os princípios éticos.

Desde aquele dia, registrou, a imprensa vem divulgando detalhes de diálogos de Cachoeira, gravados pela Polícia Federal com autorização judicial, em que Demóstenes aparece como “um dos principais interlocutores” do empresário.
– Na sua primeira manifestação em Plenário, o senador Demóstenes Torres afirmou a todos nós que não mantinha relações políticas, financeiras ou de qualquer ordem com o senhor Cachoeira. Disse textualmente que apenas tinha com o citado senhor relações de origem estritamente privada. Não é, porém, o que constatamos ao ouvir e ler as gravações telefônicas publicadas pelos meios de comunicação. Daí porque considero muito necessário que o senador ocupe a tribuna do Senado – disse Suplicy, ressaltando que é preciso assegurar a Demóstenes o direito de defesa, antes de se propor renúncia, cassação ou qualquer outra punição política.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

A entrevista do deputado estadual e líder do Governo na Assembleia, deputado estadual Getúlio Rego (DEM), a Tribuna do Norte de domingo foi um alerta para que o Governo reveja a sua postura política. Na hora em que um líder como Getúlio, que é fervoroso defensor do seu partido e em especial de Rosalba, revela que está faltando articulação, é porque a coisa está muito ruim. Digo isso por conhecer Getúlio Rego. Ele nunca falaria isso em público se não tivesse muitos motivos. Até porque ele sabe que existem dificuldades no relacionamento hoje que podem trazer dissabores importantes no futuro. A entrevista vem logo após o deputado estadual Walter Alves (PMDB), filho do ministro Garibaldi Filho (PMDB), bater duro no Governo e dizer que a sua legenda não faz só balançar a cabeça para o grupo governista (continua nas notas). Insatisfações

As insatisfações dos deputados governistas não se restringem somente a Walter. Com a aproximação da campanha eleitoral começam a aparecer focos de descontentamento por causa de posicionamento de Rosalba nos municípios. As maiores queixas têm sido o espaço que ela tem aberto para quem não votou nas eleições de 2010 e que agora está caindo de para-quedas. Pior ainda: os episódios mostram que o Governo além de não ajudar aos aliados alegando a velha história da crise financeira ainda tem prejudicando a política deles nos seus municípios.

Pau dos Ferros


O contexto de Pau dos Ferros não pode ser ignorado. O prefeito Leonardo Rego, que é membro do DEM, conseguiu tirar do PMDB o seu vice, Fabrício Torquato, e o filiar à legenda. Além disso, viabilizou seu nome como candidato nas eleições deste ano. Quando menos esperava, viu o PMDB do deputado Gustavo Fernandes e do ex-prefeito Nilton Figueiredo cair de para-quedas no governismo. Leonardo não tem recebido apoio algum do Estado e mesmo assim ainda teve de engolir esse sapo. Daí, o porquê da reação de Getúlio não ser coincidência.
Coluna Pedro Carlos/CorreiodaTarde
SÃO 11 CABEÇAS PENSANTES QUE AMAM OLHO D'ÁGUA DO BORGES. ABEL FILHO É O MÉDICO E TREINADOR DO TIME. JÁ ABEL NETO ESTÁ ENTREGUE AO DEPARTAMENTO MÉDICO, MAS RETORNA AO TIME NESTES 30 DIAS.
Da esquerda para direita: Des. Federal Francisco Barros, Cantor/compositor Dorgival Dantas, Dr. Ney Robson, proprietário da Oral Clínica, o proprietário do Tenda Restaurante, Juiz Herval e o empresário Valcides Sales. Agora sim, tenho um rol de amizade de peso.


















Desembargador Francisco Barros explicitou os principais pontos da Lei Ficha Limpa

De acordo com as explanações de Dr. Barros, muita gente poderá ficar de fora das eleições de 2012 em consequência da aplicação da referida lei. Ele também  chamou a atenção dos advogados para que façam um estudo bastante aprofundado do assunto, pois trata-se de uma lei nova, com muitas inovações e que irá se adequando de acordo com cada realidade.

Participaram do curso, advogados, prefeitos, vereadores, pré-candidatos a prefeito e vereadores, assessores jurídicos e secretários municipais.  
Fonte: Blog OlhoD'águaemDia
Antonimar, Dr. Weliton, Vereador João de Anacleto, Dr. Fco. Barros, Prof. Gilberto Dias, Empresário Valcides Sales, Prof. Escolástico, Antonimar, Prof. Nádson Dias e o Dr. Ailson, um dos assessores jurídicos da campanha de Antonimar.



Da esquerda para direita em pé: Antonimar, Dr. Weliton, Ver. João Anacleto, Prof. Gilberto Pinto, Empresário Valcides, Antonimar, Prof. Nádson, Dr. Ailson e Josselito Costa, homem forte da Escola Lato Sensu com sede em Natal-RN.

Carla Ubarana e George Leal confirmaram ontem à Justiça o teor dos depoimentos de delação premiada prestadas ao Ministério Público Estadual, indicando os desembargadores Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz como co-autores dos desvios de recursos na Divisão de Precatórios do Tribunal de Justiça e dando mais detalhes sobre como o pagamento era realizado. O MPE disse, em nota enviada à imprensa, que a acusação "se coaduna com o conjunto probatório até o momento coletado". Ou seja, há provas. Os promotores do patrimônio público irão enviar cópias integrais dos autos para o Superior Tribunal de Justiça, o Conselho Nacional de Justiça e a Procuradoria-geral da República.
Júnior SantosApós depoimento, Carla e George voltaram à prisão domiciliar e não quiseram comentar seus depoimentos no dia de ontemApós depoimento, Carla e George voltaram à prisão domiciliar e não quiseram comentar seus depoimentos no dia de ontem

O conteúdo dos diários de Carla Ubarana foi quase que inteiramente confirmado durante os depoimentos realizados ontem. Contudo, Carla Ubarana deu mais detalhes. Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz foram apontados como co-autores dos crimes. Judite Nunes, presidente do Tribunal de Justiça, foi apontada por Carla como responsável pelo desmantelamento do esquema. O relato da ex-chefe da Divisão de Precatórios do TJ descreveu o pagamento para Rafael Godeiro: era feito em espécie e dentro do prédio do Tribunal, como adiantou ontem a TRIBUNA DO NORTE. Mais especificamente, segundo Carla, o dinheiro era repassado na sala da presidência, não muito longe da vista dos demais servidores.

Fontes da TRIBUNA DO NORTE revelaram que Carla explicou detalhadamente como era feito o suposto repasse. Ela juntava notas de R$ 100 em maços e colocava dentro de envelopes originalmente utilizados para guardar papéis. Os maços eram organizados dentro do pacote de forma a não deixá-lo muito "gordo" e não levantar suspeitas. Feito isso, o envelope de dinheiro era entregue dentro do próprio gabinete da presidência. Em algumas situações, servidores do Tribunal viram pacotes de dinheiro dentro da bolsa de Ubarana, o que causou estranheza.

Ao mesmo tempo, fontes do jornal esclareceram a questão das provas existentes no curso do processo. Carla Ubarana não apresentou - ela mesma - provas acerca do que contou à Justiça. Contudo, a inspeção realizada no âmbito do Tribunal e a investigação da promotoria do patrimônio público encontraram cheques e ofícios de liberação de pagamento assinados pelos desembargadores, alguns inclusive seriam nominais para a própria Carla Ubarana e para a Gles Empreendimentos, empresa de George Leal. Como a própria nota do MPE aponta, o depoimento do casal Ubarana "se coaduna com o conjunto probatório até o momento coletado".

Para confirmar a delação premiada, e ter direito aos benefícios de redução de pena ou perdão judicial, Carla Ubarana e George Leal tiveram de abrir mão de quase a totalidade de seus bens e dinheiro em conta. A avaliação  de todo o patrimônio do casal, divulgada na nota enviada pelo MPE, foi de R$ 4,9 milhões. A casa em Baía Formosa vale R$ 3 milhões; os seis veículos (dois Mercedes Benz, dois Omegas/GM, um Pajero Full e um selvagem) em R$ 1 milhão; e o apartamento na rua Maria Auxiliadora, em Petrópolis, vale R$ 700 mil. Além disso foram apreendidas R$ 170 mil em espécie e 18.870 Euros e 5.050 Francos suíços.

Os valores em espécie foram entregues à Justiça ontem mesmo. O advogado Marcos Braga foi o responsável por resgatar a quantia, acompanhado de Policiais Militares e de uma viatura do Bope. Os bens de Carla Ubarana  e George Leal serão leiloados pela Justiça e o dinheiro revertido para cobrir o "rombo" deixado pelos desvios no Tribunal de Justiça. Carla e George ficaram unicamente com a casa que também fica na rua Maria Auxiliadora. Trata-se de um bem de família, cuja aquisição é anterior às fraudes no Tribunal de Justiça.

Os promotores solicitaram, na audiência de hoje à tarde, a revogação da prisão preventiva dos acusados Carlos Alberto Fasanaro Junior e Carlos Eduardo Cabral de Palhares de Carvalho. O motivo foi o término da instrução,  "com a conseqüente aplicação de medida cautelar de comparecimento a Juízo, entre outras condições", diz a nota do MPE. O juiz José Armando Ponte, da 7.ª Vara Criminal, deferiu o pedido. Já Carla e George foram mantidos em prisão domiciliar.

MPE envia autos para instâncias superiores

Com a delação premiada e o depoimento prestado à Justiça onde Carla Ubarana envolve os desembargadores Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz no esquema de fraudes de precatórios, a investigação atinge um outro nível. A nota enviada pelo Ministério Público Estadual confirma o envio dos autos para Brasília, em três instâncias superiores: o Superior Tribunal de Justiça, o Conselho Nacional de Justiça e a Procuradoria-geral da República. Até o presente momento, a ação penal contra Carla Ubarana, George Leal, Carlos Fasanaro, Cláudia Sueli e Carlos Eduardo Palhares continua na 7a. Vara Criminal.

Os autos do processo serão enviados para o STJ, o CNJ e a Procuradoria da República por se tratar de denúncia contra desembargadores. Os promotores do patrimônio público não têm atribuição para investigar desembargadores, assim como a justiça de primeira instância não pode julgá-los. A partir disso, um subprocurador da República - integrante do Ministério Público Federal - assumirá a investigação, enquanto os ministros do STJ serão os responsáveis por julgar o processo. Nesse nível, todas as medidas empreendidas anteriormente para esclarecer a participação dos acusados comuns podem ser tomadas, como as quebras de sigilo, por exemplo, caso as autoridades considerem cabível e necessário.

Além disso, a atuação do Conselho Nacional de Justiça é bastante aguardada. No último mês, o Supremo Tribunal Federal chancelou a possibilidade de investigar e punir do Conselho perante os magistrados sem a necessidade de atuação das corregedorias. A decisão do STF foi considerada uma vitória para o CNJ. Com isso, a corregedora Eliana Calmon tem poderes para, inclusive, afastar qualquer magistrado. No meio jurídico circula a informação que o conteúdo da investigação já está no CNJ desde a última semana, quando a presidente do TJ, Judite Nunes, visitou Eliana Calmon. Mas nada foi confirmado oficialmente.

Uma outra questão é o destino da ação penal já em progresso contra o casal Ubarana e seus laranjas. A nota do MPE explica: "A referida ação penal prosseguirá normalmente perante o Juízo de Direito da 7.ª Vara Criminal da Comarca de Natal/RN". Dessa forma, os acusados sem foro privilegiado serão julgados na primeira instância, enquanto os demais devem ser investigados e, caso haja denúncia, julgados pelo tribunal superior.

Contudo, entre as várias fontes do meio jurídico consultadas pela TRIBUNA DO NORTE a tendência de que a ação penal contra Carla ficará na primeira instância não é tão garantida. As avaliações são contraditórias. Desde que as informações sobre a citação de desembargadores por Carla Ubarana começaram a circular, mesmo sem confirmação oficial, o jornal procurou várias pessoas para obter explicações técnicas acerca do destino do processo. Algumas acreditam que deva ser julgado pelo STJ, outros que a denúncia sem relação com o foro privilegiado irá continuar na primeira instância.

Com a continuidade do processo na 7ª Vara Criminal, a perspectiva de julgamento é para breve. A instrução foi finalizada ontem com todos os depoimentos. Depois de algumas diligências, será a hora das alegações finais. É nesse ponto onde o MP pede a diminuição da pena ou o perdão total. A expectativa está centrada em quanto o casal Ubarana pode ser beneficiado pela delação premiada.

Osvaldo Cruz nega envolvimento

 A reportagem da TRIBUNA DO NORTE entrou em contato com os desembargadores Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro, tanto por telefone quanto pessoalmente nos respectivos gabinetes, para ouvir as duas versões sobre os fatos narrados por Carla Ubarana. O desembargador Rafael Godeiro passou o dia com o celular desligado e, na manhã de ontem, não foi ao prédio do Tribunal.

Osvaldo Cruz atendeu a reportagem da TRIBUNA DO NORTE. Ele disse: "Estou surpreso com a inclusão do meu nome nessas porcarias. Mas não tenho medo porque sei que sou inocente e o esclarecimento dos fatos irá mostrar isso. Não tenho mais nada para declarar".

Da mesma forma, os outros desembargadores citados nos diários de Carla Ubarana foram procurados pela TRIBUNA DO NORTE em seus gabinetes. Zeneide Bezerra e João Rebouças não foram encontrados. Caio Alencar está viajando e também não comentou o conteúdo da publicação.

Os diários citam seis desembargadores em situações distintas. Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro, como confirmado ontem, são colocados como beneficiários do esquema. Judite Nunes e João Rebouças como omissos. De Caio Alencar, diz-se: "dois pesos, duas medidas". Acerca de Zeneide Bezerra, Carla cita a fila de precatórios.

Presidente do TJ não se pronuncia

A presidência do Tribuna de Justiça do Rio Grande do Norte vai se ater ao formalismo processual e não deverá fazer qualquer comentário sobre as anotações dos "diários da prisão" de Carla Ubarana. A presidente, desembargadora Judite Nunes, está em Manaus (AM) desde a ultima quarta-feira, participando do Encontro do Colégio Permanente de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil, e só deverá voltar a Natal neste fim de semana.

Qualquer pronunciamento, mesmo após a volta da desembargadora Judite Nunes, será através de nota ofocial. Assessores relacionados à presidência do TJRN, extra-oficialmente, comentaram o noticiário sobre os "diários" de Carla Ubarana. Para um deles, as anotações não têm valor judicial e são apenas "divagações" da ex-chefe da Divisão de Precatórios do tribunal. Esse assessor chama a atenção para um detalhe: "a forma incompleta da linha de raciocínio e até algumas frases". Isso comprovaria que as anotações "não passam disso e não podem ser tidas como provas".

Os "diários" de Carla Ubarana, até onde a TRIBUNA DO NORTE pode apurar não foram incluídos nos autos do processo pelos advogados de defesa nem pelo Ministério Público.

Chegada de réus mostrou contraste

Visivelmente mais magra, com os cabelos mais claros, maquiada e de óculos escuros modelo "Ray Ban", a imagem de Carla Ubarana ao deixar sua residência em Petrópolis nem de longe lembrava aquela mulher que precisou ser amparada por policiais civis no dia quem foi presa, em 31 de janeiro passado. Para um desavisado, os últimos 49 dias que se dividiram em internações hospitalares, na detenção em uma cela especial de um presídio comum, das indas e vindas aos hospitais, além das mudanças na coloração do cabelo, deram uma nova e rejuvenescedora imagem à principal acusada de desviar recursos do Setor de Precatórios do Tribunal de Justiça (TJRN).

 Carla Ubarana deixou sua casa na manhã de ontem vestindo um conjunto de calça e blusa em tons de cinza com detalhes brilhosos.  George Leal, vestia uma camisa azul, calças jeans e sapato preto. Seu semblante era de serenidade, aparentemente alheio ao aparato de segurança montado e à presença da imprensa na porta da sua casa. Nenhum deles usava algemas. O casal foi conduzido ao Fórum Miguel Seabra Fagundes, em Lagoa Nova, pelos advogados José Maria Rodrigues Bezerra e Marcos Aurélio Santiago Braga. Este último foi o condutor do carro de luxo com bancos de couro, vidros fumê e ar condicionado, que os levou ao Fórum.

 O veículo foi escoltado por duas viaturas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Uma na frente, abrindo o trânsito, e a outra fazendo a segurança na retaguarda. Ao longo do percurso, mesmo com o sinal sonoro das sirenes desligado, o comboio chamou a atenção da população. Ninguém conseguia enxergar quem ocupava o banco traseiro do carro ladeado pelas viaturas da Polícia Militar.

 Ao chegarem ao Fórum Miguel Seabra Fagundes, o casal foi conduzido à entrada destinada somente aos juízes. Sem permissão oficial, Carla Ubarana, George Leal e os advogados José Maria Rodrigues Bezerra e Marcos Aurélio Santiago Braga, utilizaram o elevador exclusivo dos magistrados para terem acesso preferencial ao primeiro andar do prédio.

 Uma hora depois, sem o conforto dos principais acusados de comandarem o esquema de desvio de recursos dos precatórios, Carlos Alberto Fasanaro Júnior e Carlos Eduardo Cabral Palhares de Carvalho, custodiados no Presídio Provisório Raimundo Nonato, na zona Norte, chegam ao Fórum Miguel Seabra Fagundes. Os réus foram conduzidos à Sala de Audiências da 7ª Vara Criminal algemados e escoltados por agentes penitenciários do Grupo de Escolta Penal (GEP).

 Visivelmente abatidos, nenhum deles falou com a imprensa. Carlos Eduardo Cabral, que dividiu a mesma cela com George Leal por quase dois meses, transpirava e aparentava nervosismo. De barba e cabelos crescidos, Carlos Alberto Fasanaro  chegou ao primeiro andar do Fórum de cabeça baixa e calado. Os agentes penitenciários e os policiais militares que realizaram o traslado e escolta dos reús, preferiram não comentar os motivos pelos quais existia uma distinção de tratamento entre Ubarana e George em relação a Fasanaro e a Palhares. Na entrada e na saída do Fórum, o processo de condução de todos eles seguiu a mesma cartilha.

 A diferença, porém, é que o juiz Armando Ponte aprovou a expedição de alvará de soltura favorável a Carlos Alberto Fasanaro e Carlos Eduardo Palhares. Eles poderão responder ao processo em liberdade condicional. Ontem à noite, porém, eles ainda voltaram ao presídio onde aguardariam a chegada do alvará de soltura. Nenhum deles comentou o resultado da audiência.


Frankie MarconeCasal acusado de comandar as fraudes no setor de precatórios do TJRN chega ao Fórum sem algemas e demonstrando calmaCasal acusado de comandar as fraudes no setor de precatórios do TJRN chega ao Fórum sem algemas e demonstrando calma
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o casal são apreendidas

 No início da noite da quinta-feira passada, os policiais militares que fazem a guarda do casal Ubarana Leal, recolheram pelo menos três armas que estavam sob o poder dos réus presos em domicílio. De acordo com informações do comandante geral da Polícia Militar, coronel Francisco Araújo, todos os armamentos estão devidamente cadastrados na Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) através do Sistema Infoseg. As armas estão registradas tanto no nome de Carla quanto no de George.

 "Apesar das armas estarem legais e registradas, elas não podem permanecer em poder deles. Os armamentos foram recolhidos e encaminhados para a 7ª Vara Criminal. Por eles estarem presos em domicílio, esta atitude foi tomada", explicou o comandante. Ele não informou, porém, o total de armas curtas e armas longas que foram recolhidas, nem o calibre delas. Carla e George são cadastrados como  colecionadores do artefato.

Bate papo

Marcelo Varella, vice-presidente Amarn

"É preciso lembrar que tudo isso precisa ser confirmado"

A Associação dos Magistrados do Rio Grande do Norte divulgou na manhã de ontem nota comentando as denúncias contra desembargadores nas investigações sobre as fraudes nos precatórios do TJ. Na nota, assinada pelo vice-presidente Marcelo Varella, a instituição afirma que é a favor das investigações "doa a quem doer", mas "repudia qualquer acusação sem provas, constante apenas de anotações, opiniões ou conclusões de pessoa sob suspeita, que venha a denegrir a imagem dos Magistrados ou imputar-lhes levianamente prática delituosa".

A reportagem da TRIBUNA DO NORTE entrou em contato com outras entidades representativas. A OAB não pôde se posicionar porque o presidente e o vice estavam fora da cidade. O CNJ informou que está concentrado, até o momento, somente na reorganização administrativa do setor de precatórios. Já o Tribunal de Justiça, principal atingido, só irá se pronunciar na próxima segunda-feira. A presidente, Judite Nunes, estava viajando ontem, segundo informações da Assessoria de Comunicação.

O vice-presidente da Amarn, Marcelo Varella, conversou por telefone com a reportagem da TRIBUNA DO NORTE, antes da confirmação em juízo do conteúdo dos diários de Carla Ubarana. Veja:

A Amarn considera duvidoso o relato de Carla Ubarana?

Não é bem isso. A Amarn teme que o conteúdo desses relatos seja tomado como verdade absoluta. É preciso lembrar que tudo isso precisa ser confirmado pelo conteúdo probatório da investigação. Do contrário, corremos o risco de fazer um pré-julgamento. Quando a imprensa divulga um conteúdo como o que foi divulgado, grande parte da população tende a tomar como verdade. Mas é preciso cuidado. O que está ali não é a verdade absoluta. É preciso esclarecer.

O senhor teme que o caso prejudique a imagem do Tribunal e da Justiça?

É uma situação preocupante. A investigação se fixa dentro de um ramo do judiciário, então é bastante preocupante. A Amarn espera um judiciário limpo, sem contar com aqueles que não têm uma atitude correta. Contudo, é preciso ser cuidadoso para não fazer um pré-julgamento.

Memória

A crise no Tribunal de Justiça, gerada a partir de fortes indícios de desvio de recursos no Setor de Precatórios, começou em janeiro passado, com a exoneração da então chefe do Setor, Carla de Paiva Ubarana Araújo Leal. Carla  é a principal suspeita de ter desviado dinheiro repassado por prefeituras, pelo Governo do Estado, além da União. Uma Comissão de Sindicância formada por desembargadores e juízes auxiliares dos Tribunal de Justiça foi instalada no dia 10 de janeiro para averiguar o que de fato havia acontecido.

Treze dias depois, a presidenta do Tribunal de Justiça, desembargadora Judite Nunes, entregou ao Ministério Público Estadual e ao Tribunal de Contas do Estado, um relatório que serviria de base para uma investigação mais aprofundada. Além do MPE e do próprio TJ, o Tribunal de Contas do Estado realiza uma inspeção extraordinária para quantificar o montante final dos desvios. Cerca de sete mil processos foram analisados.


A investigação iniciada pela desembargadora Judite Nunes ainda em setembro do ano passado culminou na Operação Judas, realizada pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público na última semana de janeiro. O Ministério Público Estadual, com auxílio dos agentes da Polícia Civil cumpriu seis mandados de prisão, busca e apreensão.

Os mandados foram expedidos pelo juiz Armando Pontes, em substituição na 5ª Vara Criminal, contra a servidora do TJ, Carla  Ubarana; George Luís de Araújo Leal, esposo de Carla; Cláudia Sueli  Silva de Oliveira Costa, ex-funcionária particular de Carla e George; Carlos Eduardo Cabral Palhares de Carvalho, amigo do casal; Pedro Luís Silva Neto, servidor do Banco do Brasil e Carlos Alberto Fasanaro Júnior, amigo do casal.

 Pedro Luís Neto não foi incluído na denúncia. Foi considerado inocente, portanto. Cláudia Sueli é apontada como suspeita de participar da quadrilha coordenada por Carla Ubarana e George Leal, mas teve sua prisão preventiva foi relaxada através do deferimento de um habeas corpus pela Justiça estadual. Carla e George cumprem prisão domiciliar. Fasanaro e Palhares cumpriam prisão preventiva no Presídio Provisório Raimundo Nonato e obtiveram alvará de soltura ontem, ao final da primeira audiência de instrução realizada na 7ª Vara Criminal.
Fonte: Jornal Tribuna do Norte Online
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