Na entrevista que o desembargador Claudio Santos concedeu na 96.7 FM de Natal nesta segunda-feira (03), ao ser perguntado sobre os indicadores de violência, ele disse que o governo está utilizando técnica de propaganda nazista de repetir uma inverdade várias vezes até que a mentira vire verdade.

“O RN é campeão em crimes violentos no Brasil, nosso aparato policial está desmontado e falido e inoperante”, disse o desembargador..

Apresentando ideias para o governo fazer recursos e investir nos serviços básicos, ele sugeriu que o governo do estado iniciasse um processo de privatizações para recapitalizar o erário público. ” O estado deveria vender o Aeroclube, o estadio Juvenal Lamartine, Ceasa e tantos imóveis para investir em Segurança e Saúde”, indicou o desembargador dizendo que o Estado tem 3.500 imóveis – um sério levantamento tem que ser feito para identificar desses 3.500 imóveis os que não tem serventia pública e vende-los imediatamente, o que não pode é faltar viaturas para polícia e insumos e medicamentos nos hospitais, estamos hoje com 157 pessoas nos corredores dos hospitais públicos no TN, sugeriu Claudio Santos

O desembargador Claudio Santos também cobrou a aplicação dos R$ 22 milhões que ele repassou para o poder executivo na sua gestão como presidente do TJRN para construir um presídio que até agora não foi iniciado.

A secretária-chefe do Gabinete Civil, Tatiana Mendes Cunha estava monitorando a entrevista passando informações para apresentadores pelo WhatsApp.

Quem ouviu a entrevista, gostou da clareza e firmeza do desembargador que tem seu nome lembrado para ser candidato a governador.

Sobre sua provável candidatura, Claudio Santos disse que ninguém pode fazer previsão no Brasil por mais de um mês. “O futuro é desconhecido e só Deus sabe o que poderá acontecer” finalizou ..
Desemprego em alta e poder de compra em baixa. Estes dois fatores conjugados têm sido os vilões do orçamento das famílias brasileiras. Segundo levantamento conduzido pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), para 76% dos consumidores do país guardar dinheiro está sendo uma tarefa impossível.

Os dados são referentes ao mês de abril, mas de acordo com dados anteriores, a dificuldade em economizar tem sido constante desde o início do acompanhamento, em janeiro deste ano.

No comparativo entre faixas de renda, as classes C, D e E têm o pior desempenho. Mais de 80% das pessoas pertencentes a essas faixas não conseguem economizar. Entre as classes A e B, os valores caem para 57%.

Quando o assunto é reserva financeira, 64% do total de pesquisados não possuem valores guardados para este fim. Nas classes A e B, o percentual é significativamente menor, 39%. Por outro lado, as pessoas que conseguem organizar melhor as finanças e poupar parte da renda somam 33,3%. Entre estes, 51% tiveram que recorrer às economias recentemente. Como justificativa para o uso dos valores estão: pagamento de despesas rotineiras (14%), circunstâncias imprevistas (12%) e quitação de débitos (10%)

As justificativas dadas pelos brasileiros que não conseguiram poupar nada estão relacionadas à baixa remuneração (47%), falta de renda (17%) e dificuldade em controlar as finanças (9%). Os motivos muito ligados à questão de renda indicam que, com salários baixos ou sem trabalho, fica ainda mais difícil economizar dinheiro .

Para aqueles que conseguem poupar parte do que ganham, mesmo que em pequenos valores, a orientação é manter o hábito de poupador. Isso porque, se a situação não está favorável para que seja reservada uma quantia maior, ao menos não se perde o costume de guardar parte da renda pensando no futuro. Quando não é viável economizar um valor do pagamento mensal, uma alternativa é poupar rendas extras que podem surgir eventualmente

Pequenos aportes mensais podem parecer inúteis, mas após alguns meses já é possível ter um saldo razoável para lidar com situações de emergência, como consultas médicas ou despesas com manutenção de veículos. O desafio nesses casos é manter o foco para poupar continuamente e não sacar os valores por motivos superficiais.

Entre os brasileiros que possuem este hábito, a intenção é justamente lidar com imprevistos. Deste total, 38% economizam para se prevenir de problemas na família ou de saúde, 30% pensam na possibilidade de perder o emprego e 30% constroem uma reserva financeira para poder oferecer mais qualidade de vida para a família

Surpreendentemente, respostas ligadas ao consumo ficaram em segundo plano. Apenas 22% dos brasileiros disseram poupar para adquirir um produto ou serviço, 20% economiza focando em viagens, 17% guarda dinheiro para arcar com custos de educação e 16% reserva parte da renda para realizar o sonho da casa própria.

Para resguardar as economias, grande parte (68%) dos entrevistados disse utilizar a poupança. O segundo lugar mais citado foi dentro de casa, hábito que não é recomendado por especialistas devido à segurança e também pela perda de rentabilidade.

Em terceiro lugar na preferência, estão os fundos de investimento com 8% e a Previdência Privada também com 8%. Em seguida, vêm Certificados de Depósito Bancário (6%) e títulos do Tesouro Direto (5%). A popularidade da poupança, mesmo com rentabilidade menor que outras modalidades, demonstra a dificuldade em explorar novas possibilidades, muitas vezes causada para falta de informação sobre as opções disponíveis no Mercado Financeiro

Esses resultados evidenciam a importância de um bom controle financeiro para o equilíbrio do orçamento familiar. O planejamento financeiro quando bem feito traz benefícios tanto no presente quanto no futuro, diminuindo a dificuldade em lidar com imprevistos e evitando a aquisição de dívidas por inadimplência ou empréstimos
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin liberou para julgamento na Segunda Turma da Corte a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal contra o senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL), no âmbito da Operação Lava Jato.

Collor é acusado, junto com a mulher e outras sete pessoas, de ter cometido os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Caberá ao ministro Edson Fachin, que preside a Segunda Turma do STF, marcar a data do julgamento, mas isso ainda não aconteceu.

No julgamento, os ministros vão decidir se transformam ou não o senador em réu. Compõem a Segunda Turma, além de Fachin: Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.

A denúncia contra Collor foi oferecida em agosto de 2015 pelo MPF e ampliada em março do ano passado, para inclusão de novas delações.

A suspeita é de que o grupo de Collor tenha recebido mais de R$ 30 milhões em propina oriunda da BR Distribuidora.

A Procuradoria Geral da República pediu devolução do dinheiro desviado (R$ 30,9 milhões) e mais R$ 154 milhões (cinco vezes o valor desviado), a título de multa por reparação de danos materiais e morais.

G1
Como senador não devolvia cargos, Temer demite afilhados dele
 
Michel Temer finalmente combaterá jogo duplo do senador Renan, retirando-lhe os espaços no governo (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr)

O presidente Michel Temer (PMDB) começou a exonerar os indicados do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) em cargos de seu governo. A reação demonstra que o presidente cansou de aturar o jogo duplo do senador alagoano, que acusou o governo de “fazer de conta que governa”, enquanto mantinha afilhados políticos em cargos estratégicos. Na sexta-feira (30), o Diário Oficial da União trouxe a primeira exoneração, de Rossevelt Patriota Cota, da Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Estado de Alagoas (DNIT/AL).

Temer começou o expurgo dos afilhados de Renan justamente no órgão em que Renan media forças com o seu adversário político, Maurício Quintella Lessa (PR-AL), ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil. A pedido de Renan, o comando do DNIT de Alagoas havia sido tirado do ministro alagoano, assim que Temer nomeou o deputado federal licenciado para a pasta dos Transportes, em 2006.

Roosevelt Patriota foi 1º afilhado de Renan a cair (Reprodução TV Gazeta)Com a exoneração do afilhado de Renan, o ex-superintendente do DNIT de Alagoas, Fabrício de Oliveira Galvão, retoma o órgão que toca obras importantes como a duplicação da BR-101 no Estado, restabelecendo assim a indicação de Maurício Quintella. O ministro é citado como candidato a senador em Alagoas, mas afirma que será candidato à reeleição, em 2018, quando Renan tentará se reeleger.

Sob forte rejeição do eleitorado alagoano, que demonstra não estar disposto a reelegê-lo, Renan seguia na liderança do PMDB no Senado, utilizando a visibilidade do cargo para fazer discurso útil à sua tentativa de levantar-se, perante a impopularidade em seu reduto eleitoral. Porém seria destituído do cargo, após seu último discurso agressivo, reprovando reforma trabalhista e desqualificando o governo de Michel Temer, na terça-feira da semana passada, dia 27.

Um dia após fingir que não fez parte nem apoiou o conjunto da obra do governo Temer, Renan se antecipou ao expurgo e entregou a liderança do PMDB no Senado. Mas não entregou os cargos que mantinha em órgãos federais em Alagoas e em Brasília.

FILA ANDANDO

Segundo um integrante do Palácio do Planalto, “com certeza, haverá mais exonerações de indicados de Renan”. Mas é possível que Luiz Otávio Campos, ex-senador paraense investigado na Operação Leviatã, resista no cargo de secretário de Portos da pasta de Quintella, porque sua indicação foi feita conjuntamente por Renan e pelo senador Jader Barbalho (PMDB/PA).

Mas, entre outras indicações de Renan na mira de Temer estão Elizeu José Rêgo, superintendente da Companhia Nacional de Abastecimento em Alagoas (Conab); Edgar Barros dos Santos, gerente executivo do INSS em Alagoas; Mário Aloísio Barreto Melo, superintendente do Iphan em Alagoas; e Cícero Vladimir de Abreu Cavalcanti, diretor-presidente da Eletrobras Alagoas, este último um técnico e funcionário de carreira, que obteve o aval de Renan para permanecer no cargo.

Logo que estiver sem cargos, Renan terá o desafio de provar a si mesmo que se sustenta politicamente sem o fisiologismo sobre o qual ergueu sua carreira política, hoje decadente. Mesmo antecipando a campanha de 2018, Renan não tem condições de se reeleger, no atual cenário em que é réu acusado de crime de peculato e multinvestigado pela Operação Lava jato, no Supremo Tribunal Federal (STF). Sem o cargo de líder do PMDB no Senado.
 
Fonte: Diário do Poder

Foto: Alan Marques – 22.nov.2016/Folhapress

Geddel Vieira Lima, ex-ministro da Secretaria de Governo de Michel Temer, foi preso preventivamente nesta segunda-feira (3). O Ministério Público Federal (MPF) argumenta que ele agiu para atrapalhar investigações, ao tentar barrar possíveis delações premiadas do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do doleiro Lúcio Funaro.

Segundo o MPF, Geddel tem atuado para garantir que Cunha e Funaro recebam vantagens indevidas e para constranger o doleiro a não fechar o acordo.

Na petição apresentada à Justiça, foram citadas mensagens enviadas recentemente (entre os meses de maio e junho) por Geddel à esposa de Lúcio Funaro. Para provar, tanto a existência desses contatos quanto a afirmação de que a iniciativa partiu do político, Funaro entregou à polícia cópias de diversas telas do aplicativo.

Nas mensagens, o ex-ministro, identificado pelo codinome “carainho”, sonda a mulher do doleiro sobre a disposição dele em se tornar um colaborador do MPF. Para os investigadores, os novos elementos deixam claro que Geddel continua agindo para obstruir a apuração dos crimes e ainda reforçam o perfil de alguém que reitera na prática criminosa.

Geddel é um dos investigados na Operação Cui Bono. Deflagrada no dia 13 de janeiro, a frente investigativa tem o propósito de apurar irregularidades cometidas na vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, durante o período em que foi comandada pelo político baiano. A investigação teve origem na análise de conversas registradas em um aparelho de telefone celular apreendido na casa do então deputado Eduardo Cunha.

A prisão se baseia em depoimentos de Funaro e nas delações premiadas do empresário Joesley Batista e do diretor jurídico do grupo J&F, Francisco de Assis e Silva.

Leia a íntegra da nota do Ministério Público Federal:

Em cumprimento a uma ordem judicial que atendeu a pedido da Polícia Federal e da Força-Tarefa Greenfield – que também é responsável pelas operações Sépsis e Cui Bono – , foi preso nesta segunda-feira (3), o ex-ministro Geddel Vieira Lima. A prisão é de caráter preventivo e tem como fundamento elementos reunidos a partir de informações fornecidas em depoimentos recentes do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, do empresário Joesley Batista e do diretor jurídico do grupo J&F, Francisco de Assis e Silva, sendo os dois últimos, em acordo de colaboração premiada. No pedido enviado à Justiça, os autores afirmaram que o político tem agido para atrapalhar as investigações. O objetivo de Geddel seria evitar que o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o próprio Lúcio Funaro firmem acordo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF). Para isso, tem atuado no sentido de assegurar que ambos recebam vantagens indevidas, além de “monitorar” o comportamento do doleiro para constrangê-lo a não fechar o acordo.

Na petição apresentada à Justiça, foram citadas mensagens enviadas recentemente (entre os meses de maio e junho) por Geddel à esposa de Lúcio Funaro. Para provar, tanto a existência desses contatos quanto a afirmação de que a iniciativa partiu do político, Funaro entregou à polícia cópias de diversas telas do aplicativo. Nas mensagens, o ex-ministro, identificado pelo codinome “carainho”, sonda a mulher do doleiro sobre a disposição dele em se tornar um colaborador do MPF. Para os investigadores, os novos elementos deixam claro que Geddel continua agindo para obstruir a apuração dos crimes e ainda reforçam o perfil de alguém que reitera na prática criminosa. Por isso, eles pediram a prisão “ como medida cautelar de proteção da ordem pública e da ordem econômica contra novos crimes em série que possam ser executados pelo investigado”.

Com a prisão de Geddel, passam a ser cinco os presos preventivos no âmbito das investigações da Operação Sépsis Cui Bono. Já estão detidos os ex-presidentes da Câmara, Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, o doleiro Lúcio Funaro e André Luiz de Souza, todos apontados como integrantes da organização criminosa que agiu dentro da Caixa Econômica Federal (CEF). No caso de Cunha, Alves e Funaro, já existe uma ação penal em andamento. Os três são réus no processo que apurou o pagamento de propina em decorrência da liberação de recursos do FI-FGTS para a construção do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. Além deles, respondem à ação, Alexandre Margoto e Fábio Cleto.

Mais sobre as investigações

Geddel Vieira Lima é um dos investigados na Operação Cui Bono. Deflagrada no dia 13 de janeiro, a frente investigativa tem o propósito de apurar irregularidades cometidas na vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, durante o período em que foi comandada pelo político baiano. A investigação teve origem na análise de conversas registradas em um aparelho de telefone celular apreendido na casa do então deputado Eduardo Cunha. O teor das mensagens indicam que Cunha e Geddel atuavam para garantir a liberação de recursos por vários setores da CEF a empresas que, após o recebimento, pagavam vantagens indevidas aos dois e a outros integrantes do esquema, entre eles Fábio Cleto. Cleto, que ocupou por indicação de Eduardo Cunha a vice-presidência de Fundos de Governo e Loterias, foi quem forneceu as primeiras informações aos investigadores. Em meados do ano passado, ele fechou acordo de colaboração premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR).

Em conversas datadas de 2012, por exemplo, os envolvidos revelam detalhes de como agiram para viabilizar a liberação de recursos para sete empresas e um partido político. Entre os beneficiados do esquema ilícito aparecem companhias controladas pela holding J&F, cujos acionistas firmaram recentemente acordo com o MPF. O aprofundamento dos indícios descobertos com a análise do conteúdo armazenado no aparelho telefônico apreendido permitiu aos investigadores constatarem intensa e efetiva participação de Geddel Vieira Lima no esquema criminoso. Além da prisão preventiva, a Justiça acatou os pedidos de quebra de sigilos fiscal, postal, bancário e telemático do ex-ministro.

G1
Amanhã (terça-feira, 4) a partir das 8h30, será realizada Assembleia Geral Extraordinária para escolha da Comissão Eleitoral que coordenará o processo de sucessão da Direção da Associação dos Docentes da Universidade do Estado do RN (ADUERN), biênio 2017/2019.

O processo eleitoral deverá ser realizado entre os meses de julho e agosto e no dia 11 de setembro, data do aniversário de 37 da Aduern, toma posse a chapa vencedora do pleito.

O atua presidente é o professor Lemuel Rodrigues.
Fonte: Carlos Santos
Na última semana, o Brasil assistiu a mais um capítulo da guerra institucional estabelecida desde a divulgação de delação dos donos da JBS em maio. A instabilidade permanente e as doses homeopáticas – ao mesmo tempo dolorosas – da crise podem até se ajustar com perfeição às conveniências da oposição e do PT, interessados em ver o País sangrar até as eleições de 2018, mas são deletérias para um Brasil que anseia por virar a página – independentemente de qual seja o desenlace
O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE – PE) publicou o edital de abertura de concurso público para provimento de 36 vagas em cargos efetivos de nível superior. Para todos os cargos oferecidos, os profissionais devem cumprir jornada de trabalho de 30h e as remunerações variam de R$ 11.606,55 a R$ 18.477,13. Confira o edital.

As oportunidades estão distribuídas entre as funções e áreas de auditor de controle externo – auditoria de: contas públicas (13 vagas); obras públicas (1 vaga); analista de controle externo – auditoria de contas públicas (8 vagas); analista de controle externo – área de administração (13 vagas); e analista de gestão – área de julgamentos (1 vaga).
Fonte: Robson Pires
São acusados de receber ao menos R$11,5 milhões em propinas

Henrique Alves e Eduardo Cunha juntos no banco dos réus por propina na Arena das Dunas (Foto: Luis Macedo/Ag. Câmara)

Publicidade O juiz federal Francisco Eduardo Guimarães Farias, titular da 14ª Vara Federal no Rio Grande do Norte, aceitou integralmente a denúncia protocolada pelo Ministério Público Federal contra os ex-deputados federais Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, nessa sexta-feira (30). Segundo nota da Justiça Federal do Rio Grande do Norte, divulgada hoje (1º), os dois estão supostamente envolvidos na investigação conhecida como Operação Manus, que indica desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva a partir de contratos operacionalizados com as construtoras OAS, Odebrecht e Carioca Engenharia.

A Operação Manus é um desdobramento da Lava jato que investiga atos de corrupção ativa e passiva e de lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, em Natal, no Rio Grande do Norte. O superfaturamento identificado chega a R$ 77 milhões, segundo a Polícia Federal.

“Tem-se que há farta justa causa para a continuidade do processo e recebimento da denúncia por todos os crimes imputados aos réus, inclusive o de possível organização criminosa, ante a plausível união dos acusados para cometimento dos delitos expostos na peça inaugural”, escreveu o juiz, ressalvando que a imputação, neste crime de organização criminosa, é contra os réus Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, José Adelmário Pinheiro Filho, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, haja vista que sobre eles já recai referida imputação no contexto da "Operação Lava Jato".

A acusação traz três núcleos do suposto esquema criminoso: o político, operado por Eduardo Cunha e Henrique Alves; o econômico, por José Adelmário Pinheiro Filho (Léo Pinheiro) e Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, e o financeiro por Carlos Frederico Queiroz Batista Silva e Arturo Dias de Arruda Câmara.

Segundo a nota, no caso do núcleo político, a peça inaugural relata que os acusados, entre os anos de 2012 e 2015, teriam solicitado e aceitado propinas no valor de até R$ 11,5 milhões, de forma oculta e disfarçada, por meio de supostas doações feitas ao Diretório Nacional do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), legenda da qual os acusados são integrantes, dentro e fora do período eleitoral, para, em contrapartida, de forma política e parlamentar, favorecer empreiteiras do núcleo econômico da organização criminosa, além de outras empresas não incluídas na ação.
 
Fonte: Diário  do Poder
Vale, JBS e até embaixada dos EUA abalaram contas da previdência
 
 A CPI da Previdência fez levantamento dos 1.000 maiores devedores da Seguridade Social e o total das dívidas supera os R$211 bilhões ou cerca de 50% a mais que rombo previsto para as contas públicas este ano. Desse total, apenas R$27,7 bilhões já foram negociados com as empresas e têm pagamentos parcelados. Os outros R$183,3 bilhões seguem listados como calote e constam na dívida ativa previdenciária. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Encabeçando a lista aparece a mineradora Vale, com R$13,1 bilhões, sendo 93,6% (R$ 12,2 bilhões) já parcelados junto ao governo.

Somente a JBS de Joesley Batista deve R$ 2,9 bilhões à Previdência. Está entre os cinco maiores devedores. Por que isso não surpreende?

As extintas Varig, Vasp e Transbrasil figuram entre as maiores devedoras: R$ 14,3 bilhões ainda não negociados.

A dos Estados Unidos é a única embaixada na lista do calote, que vexame. Deve R$ 61,5 milhões à combalida Previdência brasileira.

Fonte: Diário do Poder
Estranho, mas essa é a realidade em função da última greve feita pelos professores da Instituição que tiveram que encerrar o movimento paredista sem nenhuma conquista.

Sindicato radicalizou e não aceito aumento do governo através de bolsa.
Ex-ministro Geddel Vieira Lima e o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) são apontados como antigos interlocutores da JBS junto ao governo Temer, antes de Loures
Reprodução
 
Rocha Loures em encontro com Ricardo Saud, da J&F, em imagens anexadas na denúncia contra Temer

Folha de S. Paulo

Além do presidente Michel Temer e de seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, acusados de corrupção passiva, a denúncia apresentada pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, menciona outros 14 políticos.

A maioria das menções ocorre em trecho sobre suposta antiga relação entre Temer e a J&F, que controla a JBS.

As menções não representam uma acusação formal contra esses 14 políticos. Os indícios devem ser investigados em outros processos.

Apenas Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara preso no Paraná, é investigado no inquérito por suspeita de ter recebido dinheiro da JBS para ficar em silêncio, em operação supostamente avalizada por Temer.

O ex-ministro Geddel Vieira Lima e o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) são apontados como antigos interlocutores da JBS junto ao governo Temer, antes de Loures.

Ex-assessor e amigo de Temer, José Yunes é citado por supostamente ter intermediado repasses ilícitos, conforme interpretação de diálogo entre Loures e o executivo da J&F Ricardo Saud.

Joesley Batista, dono da JBS, afirma ainda que Temer pediu que a J&F contratasse o escritório de advocacia de Yunes para um negócio que lhe renderia R$ 50 milhões.

Outro nome mencionado é o do ex-ministro petista Guido Mantega. Conforme Saud, Mantega pediu que a JBS fizesse repasses não declarados a senadores do PMDB em 2014, em troca do apoio ao PT. “Esses pagamentos foram retirados da conta-corrente da propina para o PT decorrente dos negócios conseguidos com o BNDES por intervenção de Guido Mantega”, escreveu Janot na denúncia.

Os senadores supostamente beneficiados foram Eduardo Braga, Eunício Oliveira, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Kátia Abreu e Vital do Rêgo, hoje ministro do TCU (Tribunal de Contas da União).

Paulo Skaff, presidente da Fiesp, e Gabriel Chalita apareceram na denúncia por, supostamente, terem levado doações via caixa dois em campanhas. Segundo Joesley, a JBS deu R$ 2 milhões para Skaff e R$ 3 milhões para Chalita a pedido de Temer.

Por fim, o ex-ministro Wagner Rossi é mencionado por suspeitas de ter recebido da empresa mesada de cerca de R$ 100 mil quando deixou a pasta da Agricultura, em 2011, a pedido de Temer.

OUTRO LADO
Padilha não se manifestou. O advogado de Geddel, Gamil Föppel, disse que todos os contatos com empresários “deram-se de maneira institucional, tratando de assuntos estritamente oficiais”.

O defensor de Yunes, José Luis de Oliveira Lima, disse que ele “jamais intermediou repasses a qualquer pessoa”.

Renan disse que a delação é “totalmente mentirosa”. Vital do Rêgo repudiou as acusações. Eunício disse que em 2013 a JBS não doou para o PMDB e que as doações de 2014 foram declaradas.

A Folha não localizou Wagner Rossi, Eduardo Braga, Jader Barbalho, Kátia Abreu nem o advogado de Mantega. Skaff disse que não recebeu “nem um tostão” da JBS. Chalita afirmou que os recursos para sua campanha foram arrecadados pelo PMDB.
Rejeição à denúncia pode abrir caminho para imunidade geral

Câmara pode usar arquivamento da denúncia contra Temer para sustar ações contra todos os deputados
 A eventual recusa de autorização da Câmara para o Supremo Tribunal Federal (STF) processar o presidente Michel Temer, poderá abrir caminho a outra decisão em gestação há semanas, e já revelada nesta coluna: o plenário avalia usar o artigo 53 da Constituição para sustar todas as ações penais abertas no STF, a pedido da Procuradoria-Geral da República contra deputados enrolados na Lava Jato e outros casos. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O parágrafo 3º do art. 53, introduzido pela emenda nº 35, prevê que o plenário da Câmara pode sustar ação penal no STF contra deputado.

Para suspender ações penais, basta o plenário da Câmara aprovar por maioria dos membros representação apresentada por qualquer partido.

Negando autorização ao STF para processar Temer, a Câmara se sentirá encorajada a estender a blindagem a deputados da Lava Jato.

A ideia era começar por blindar Jair Bolsonaro (PSC-RJ) de duas ações no STF por “incitar o estupro”. Mas o caso Temer é bem mais robusto.
O governador Robinson Faria cumpriu agenda em Mossoró acompanhado de um grupo político que já dá sinais de que seguirá umido em 2018.
Em Mossoró, Robinson anunciou a reforma de uma escola e o apoio à feira de artesanato do assentamento Maísa, tendo de um lado a prefeita Rosalba Ciarlini (PP), e do outro a deputada Larissa Rosado (PSB), e a mãe vereadora Sandra Rosado (PSB).
Nos discursos das mossoroenses, elogios à agenda administrativa do governador, que não fala sobre política de jeito nenhum.
“Essa caminhada vamos fazer de mãos dadas”, discurou Larissa.

“Sozinhos não conseguimos nada. O que temos aqui hoje é o resultado de um trabalho de mãos dadas”, ressaltou Rosalba.
“A palavra mais importante da política hoje é parceria. O povo não quer mais saber de política ou de politicagem. O povo quer ver trabalho. Vim a Mossoró cuidar de uma agenda somente de trabalho. O partido agora aqui é um só, se chama Mossoró”, disse o governador.

César Santos, Jornal de Fato, Mossoró, RN

O senador Garibaldi Filho (PMDB) pegou no “pé” do governador Robinson Faria (PSD) em Mossoró, noite de sexta-feira (30), em pleno corredor cultural da Cidade Junina.

Missão: não deixar o adversário livre, leve e soltou para “paquerar” o apoio da prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

É a sucessão estadual sendo jogada no segundo maior colégio eleitoral do Rio Grande do Norte.

Rosalba é a eleitora que o governador quer para reforçar o seu projeto de reeleição. Mas o PMDB de Garibaldi acredita que já tem a simpatia da prefeita.

Como o tempo é inimigo de quem tem pressa ou pode oferecer mudanças de cenário, o senador peemedebista decidiu “colar” na prefeita.

E ainda sobrou um tempinho para saborear canjica e pamonha e assistir o espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró.

Senador Garibaldi Filho e o governador Robinson Farias se cumprimentam na Cidade Junina, ao lado da prefeita Rosalba Ciarlini e o desembargador Expedito Ferreira
A confirmação da visita dos ex-presidentes Lula e Dilma ao RN será o ponta pé do lançamento da candidatura da senadora Fátima Bezerra ao Governo do Estado.

Segundo o soldado Vasco, Dilma e Lula querem sinalizar claramente que no RN o PT tem um projeto de candidatura majoritária.

Dilma será a palestrante da próxima edição do projeto “Na Trilha da Democracia”, evento organizado pelo ADURN-Sindicato, entidade que representa professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a palestra deve acontecer no dia 24 de agosto, em local ainda a ser definido

Fátima desponta como favorita em todas pesquisas de intenção de votos para governador.

Já tem até um slogan sendo lançado na pré-campanha – Fátima vai dá um gopi nos golpistas e incompetente.
 
Fonte: Blog do Primo
A Prefeita Maria Helena Leite de Queiroga decretou luto oficial por três dias a partir de hoje (01),   em virtude do falecimento  da Senhora  RAIMUNDA TAVARES DE OLIVEIRA, Ex-Vereadora e Ex-Servidora da Câmara Municipal de Olho D'água do Borges.
No período do Luto Oficial as Bandeiras serão hasteadas a meio mastro.
Ex-vereadora morreu na madrugada de hoje (01), quando passou mal na sua residência em Olho D'água do Borges, sendo socorrida para Hospital em Mossoró, onde chegou a óbito.
Raimunda Tavares exerceu o mandato de Vereadora do Município de Olho D'água do Borges  na Legislatura 1983/1988.
Não se reelegeu em 1988, sendo convidada para exercer o cargo comissionado de Tesoureira da Câmara Municipal, sob a Presidência do Ex-vereador Escolástico Paulino Filho.
Raimunda era servidora aposentada da Câmara Municipal.
Prefeitura  deverá Decretar Luto Oficial por 3 dias, e o corpo deverá receber homenagens na Câmara Municipal. 
Deixo de publicar fotos por não ter conseguido no google. 
Sepultamento será logo mais as 16h00




Servidores da educação do Estado que estão na ativa receberam nesta quinta-feira, 29, dinheiro com valor superior a meses anteriores. Isso porque além do pagamento, foi adiantado 40% do 13º salário da categoria.

A secretária da pasta estadual, Cláudia Santa Rosa, usou o Facebook para responder às especulações de quem não acreditava no adiantamento.

“Sim, o pagamento dos servidores da ativa, da Educação Estadual do RN, foi para o banco hoje (28), acrescidos de 40% de adiantamento do 13° salário. Amanhã (29) deverá amanhecer nas contas correntes. Peço desculpas, mas não tenho como responder a todas as indagações por mensagens privadas. Acrescento que nunca houve dúvidas se seria pago. Trabalhamos em total sintonia com a Secretaria de Planejamento e Finanças, respaldados pelo Governador Robinson Faria. Não respondo por especulações sobre o tema pagamento”, escreveu.

Lembrando-se do santo católico celebrado nesta quinta, ela finalizou a mensagem ao desejar “um ótimo São Pedro para todos”.
Alguns investigados usaram lei para trazer dinheiro ilícito ao País
  O ex-gerente da Petrobras Márcio de Almeida Ferreira foi denunciado por lavar R$ 48 milhões de propina através da Lei da Repatriação (Foto: EBC)

Publicidade O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, afirmou nesta sexta-feira, 30, que o órgão irá excluir do programa de repatriação os contribuintes alvos de investigação por crimes de corrupção caso fique comprovado a ocorrência de ilícitos. Além disso, ele afirmou que nesses casos os investigados terão de pagar todos os tributos e serão responsabilizados criminalmente.

A Operação Lava Jato levantou que alguns alvos das investigações usaram a Lei da Repatriação feita no ano passado para trazer dinheiro ilícito ao País. O caso mais recente foi do o ex-gerente da Petrobras Márcio de Almeida Ferreira, denunciado por lavar R$ 48 milhões de propina através do programa.

"Vão ser excluídos do programa, vão pagar todos os tributos e ter a persecução penal, responder pelo crime de corrupção ou seja lá qual crime que não aqueles que sejam anistiados", disse Rachid, após participar do lançamento do programa Empreenda Fácil, na Prefeitura de São Paulo.

O secretário afirmou que a ocorrência de corrupção não demonstra problemas no programa. "Pelo contrário, sem o programa de regularização, nós não teríamos acesso a essas informações", defendeu. Ele destacou que os crimes anistiados são de evasão tributária, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. "Tudo o mais, corrupção, por exemplo, está fora."

Rachid declarou que o programa foi debatido e aprovado no Grupo de Ação Financeira (Gafi) da Receita, responsável pela prevenção e combate à lavagem de dinheiro. "Portanto, estamos absolutamente seguros", afirmou.

Nova fase

Jorge Rachid disse, em conversa com jornalistas, que o governo arrecadou um valor pequeno até o momento na nova fase da repatriação. "O valor é pequeno", disse, quando perguntado sobre a quantidade repatriada até agora. A Receita projeta arrecadar R$ 13 bilhões até o prazo final para a repatriação de recursos no exterior, que termina no dia 31 de julho. (AE)

Dison: problemas (Foto: arquivo)

Do portal G1RN
A juíza Ana Karina de Carvalho Costa Carlos da Silva, da comarca de Goianinha, publicou decisão determinando o imediato cumprimento de pena do deputado estadual Dison Lisboa (PSD). Ele tem condenação de cinco anos e oito meses de reclusão por apropriação de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio, quando era prefeito de Goianinha.
O pedido de cumprimento imediato da pena tinha sido feito pelo Ministério Público Estadual (veja AQUI), no início desta semana. Dison foi condenado em 2013 e havia recorrido em liberdade.
De acordo com o MPRN, ele tentou sem sucesso a redução da pena e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o envio dos autos ao Tribunal de origem para providências quanto ao início da execução. Contra a decisão do STJ, o deputado impetrou habeas corpus perante o Supremo Tribunal Federal (STF) requerendo liminar para suspensão dos efeitos da decisão, o que foi indeferido.
Cumpra-se
Por isso, o órgão ministerial solicitou que o juízo da comarca de Goianinha determinasse o imediato cumprimento da pena. A decisão da juíza Ana Karina de Carvalho Costa Carlos da Silva foi publicada nesta sexta-feira (30).
“Cumpra-se a determinação contida na parte final do acórdão proferido pelo TJRN, comunicando-se a decisão ao Ministério Público Eleitoral e ao Órgão da Justiça Eleitoral competente, enviando, ainda, a cópia do acórdão condenatório à Procuradoria Regional Eleitoral e ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte para as providências cabíveis”, escreveu a magistrada.
Pela condenação, o deputado Dison Lisoba deve iniciar o cumprimento da pena em regime semiaberto. A Justiça determinou ainda a publicação do mandado de prisão contra ele.
Nota do Blog Carlos Santos – Se houver afastamento do deputado, o suplente “Major Fernandes” (veja AQUI) poderá ser convocado.

VEJA A SEGUIR O MANDADO DE PRISÃO






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Deputado não será afastado do cargo



A juíza Ana Karina de Carvalho da Silva, da comarca de Goianinha, mandou prender, em regime semiaberto, nesta sexta-feira (30), o deputado estadual Dison Lisboa.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) encaminhou o processo de volta ao Tribunal de Justiça, para execução da pena, que também enviou a comarca de Goianinha, onde teve início os autos.
Como a prisão foi decretada em regime semiaberto o deputado Dison não ficará impedido de exercer seu mandato na Assembleia Legislativa. Ele poderá durante o dia frequentar à Assembleia Legislativa e participar das sessões..
Os suplentes podem tirar o cavalinho da chuva, diz o soldado Vasco..
Suzane foi cúmplice das mortes dos pais em 2002
Suzane está presa desde 2002, após assassinato do casal Rochthofen; condenação pela morte dos pais é de 2006 (Foto: reprodução)

A detenta Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais, pediu à Justiça para ir ao regime aberto – se for concedido, ela cumprirá o restante da pena em liberdade. Não há prazo para julgamento do pedido, feito pela defesa dela no início deste mês. Ela está presa em Tremembé, no interior de São Paulo.

No documento, a defesa incluiu que Suzane, quando obtiver a progressão, tem uma vaga de emprego de costureira disponível em uma confecção em Angatuba (SP) – cidade onde vive o namorado da presa. A oferta, confirmada pela empresa em um ofício, permanecerá em aberto até a decisão da Justiça sobre o regime penal mais brando.

A detenta, encarcerada desde 2002, passou a cumprir pena em outubro de 2015 no regime semiaberto. Nele, ela já tem direito às saídas temporárias. Se for para o regime aberto, ela poderá deixar a prisão para viver em liberdade desde que tenha endereço fixo, trabalho e compareça em datas determinadas pela Justiça na Vara de Execuções Criminais (VEC).

No pedido, a defensoria, que atua na defesa de Suzane Richthofen, aponta que ela cumpriu o tempo de pena necessário para ter direito à progressão para o regime aberto – sendo um sexto da pena no semiaberto. O documento destaca ainda o ‘ótimo comportamento carcerário da sentenciada’ apontado em atestado emitido pela direção da penitenciária.

No cálculo da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o prazo para mudança de regime seria 4 de setembro de 2019, mas a Defensoria cobra o abatimento de 996 dias deste prazo, adquirido por meio do trabalho de costureira que exerce em uma oficina no presídio. Antes, ela atuou na unidade como auxiliar de enfermaria e de copa.

Se esses dias remidos forem considerados, ela já teria cumprido o tempo necessário à progressão.

O pedido de Suzane foi encaminhado ao Ministério Publico que deve emitir um parecer sobre o regime aberto à detenta na próxima semana. Essa análise deve embasar a decisão da Justiça.

O G1 procurou o promotor Paulo de Palma; a juíza que vai apreciar o pedido, Wânia Gonçalves da Cunha; a Defensoria Pública e a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) para comentar o assunto. Ninguém retornou até a publicação da reportagem.

Irmãos Cravinhos

Cristian Cravinhos, de 41 anos, um dos autores do assassinato do casal Richthofen e, à época do crime, cunhado de Suzane, pode estar ainda mais próximo de obter a liberdade por meio do regime aberto. Assim como Suzane, ele cumpre pena no regime semiaberto em Tremembé.

Cristian fez um pedido de progressão de regime e recebeu parecer favorável do Ministério Público. A liberdade dele agora só depende de uma decisão da juíza Wânia Regina Gonçalves da Cunha, da 2ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté.

O pedido de regime aberto foi feito no começo deste ano. Ele passou por um exame criminológico que foi concluído em março com parecer favorável. Mesmo assim, o MP pediu um exame ainda mais elaborado e aprofundado, conhecido como teste de rorschach, que também atestou parecer favorável. O exame foi feito no dia 8 deste mês.

O irmão dele, Daniel, também está com pedido de regime aberto em andamento. No caso dele está na fase de contagem dos dias que podem ser abatidos da pena por ter trabalho na prisão. O processo segue o trâmite normal, submetido ao MP e Justiça, assim que a contagem for finalizada.

Os irmãos Cravinhos cumprem pena no regime semiaberto desde 2013 e já tiveram direito a 20 saídas temporárias.

Os irmãos Cristian (esq.) e Daniel Cravinhos, que também tentam o regime aberto, em foto de 23 de janeiro de 2006 (Foto: Vidal Cavalcante/Estadão Conteúdo/Arquivo)

G1
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