Guerra aberta: Temer compara Loures ao ex-braço direito de Janot que virou advogado de Joesley

Ele alfinetou Janot: 'se fosse leviano', diria que os milhões da JBS não foram destinados apenas ao ex-braço direito do PGR
Temer diz que se fosse leviano diria que os milhões pagos pela JBS não foram destinados apenas ao ex-braço direito de Janot

Em pronunciamento nesta tarde no Palácio do Planalto, cercado por dezenas de apoiadores, entre ministros e parlamentares, o presidente Michel Temer disse que é vítima de ficção a denúncia da Procurador Geral da República (PGR), Rodrigo Janot, que o acusa de corrupção passiva sustentando que seria destinado a ele o dinheiro carregado em uma mala pelo ex-assessor Rodrigo Rocha Loures.

Do mesmo modo, segundo Temer, ele poderia fazer uma ilação sobre a contratação do ex-procurador Marcelo Miller, ex-braço direito e “homem da mais estrita confiança” de Janot, para atuar na defesa de Joesley Batista e a JBS. “Poderia fazer a ilação de que os milhões pagos ao ex-procurador não seriam destinados apenas a ele”, alfinetou o presidente, ressalvando, no entanto, que não faria isso por não ser leviano.

Nesta segunda (26), ao responder a uma crítica do ministro Gilmar Mendes (STF) ao ministério público, a Procuradoria da República no Distrito Federal divulgou a informação de que investiga a saída de Miller da PGR para atuar em escritório contratado pela JBS.

Temer classificou de "indigna" e "infamante" denúncia da PGR contra ele e questiona ausência de provas concretas do recebimento de valores indevidos.

O presidente disse que a delação de Joesley é produto do seu “desespero para se safar da cadeia”, por meio de distribuição do prêmio da delação.

Ele afirmou que em 40 anos de experiência atuando na advocacia tem segurança para afirmar que, “sob o foco jurídico, minha preocupação é mínima”, diz ele no pronunciamento.

“Essa denúncia busca a revanche, a destruição, a vingança. Querem parar o País, o Congresso”, disse.

Para o presidente, “há na verdade um atentado contra o País”.

Ele ironizou afirmando que reinventaram o Código Penal, com a utilização de ilação como prova.

Também afirmou que sua conversa com Joesley é "uma prova ilícita, inválida para a Justiça"

Temer se referiu a Joesley Batista como “grampeador” e como “bandido”, assim como classificou os demais delatores do grupo J&F/JBS de “capangas”. Ao final, Temer foi aplaudido e saudado com exclamações de “bravo!”.
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