A presidente Dilma Rousseff enfrenta nesta semana não só o
rescaldo dos últimos tenebrosos dias como uma sequência de abacaxis
para descascar. O início do ano em que ela disputará a reeleição tem lhe
rendido preocupações e não dá sinais de melhora. Além de ter que lidar
com um apagão nacional, a prisão de mais mensaleiros, o retorno das
manifestações de rua, a fuga de uma cubana do programa Mais Médicos e a
crise com o PMDB, Dilma tenta se concentrar em sua campanha e evitar que
os episódios atinjam sua imagem.
A cena flagrada por um cinegrafista e divulgada na última
quarta-feira é emblemática: Dilma anda de um lado a outro falando ao
telefone e fazendo gestos de quem dá uma bronca em alguém. A ligação
ocorreu pouco depois de a cúpula do Ministério de Minas e Energia ter
tentado explicar os motivos do apagão que afetou 11 estados. Mas poderia
ter sido feita em qualquer outro dia da semana. Ainda que
indiretamente, Dilma foi atingida por uma série de outros episódios que
marcaram negativamente a primeira semana de fevereiro e a de atividade
do Congresso.
Fonte: Robson Pires