UERN: Símbolo de resistência no combate à desigualdade regional

Nota política de ADUERN, Sintauern e DCE

Ecoam pelos ares midiáticos torpes vozes das velhas elites carcomidas pelo tempo, que não cessam de apostar nas desigualdades e no acúmulo financeiro à custa da miséria econômica e social da população explorada. Não desistem de atacar e tentar destruir tudo que é de fundamental interesse coletivo da sociedade. Mesmo em tempos de crise econômica e degradação dos valores humanos e democráticos, agora agravados pela tragédia da pandemia, estas vozes não param de ecoar.

Agora mais uma vez disparam seu ódio contra a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte-UERN. Atacam esta importante Instituição de Ensino Superior do nosso estado, com falsos dados e inverdades brotadas de uma ignorância ideológica elitista. Mas, não conseguem esconder os interesses neoliberais que anseiam por mais poder. Tentam minimizar e até desprezar o papel fundamental da UERN para o desenvolvimento local e no combate à desigualdade regional. São 53 anos de história de resistência e investimento na ciência, pesquisa, tecnologia e ensino do nosso estado e formando profissionais qualificados que já somam mais de 49 mil, e mais de 7 mil em nível de pós-graduação, em seus 22 cursos de Mestrado e 4 de Doutorado. Tem uma média superior a 1.000 (mil) profissionais formados por ano, desde sua fundação em 1968, e nos últimos 10 anos atingiu a impressionante marca de 1.550 formados anualmente (em média). A UERN contempla em sua política de interiorização 6 campi (Mossoró, Pau dos Ferros, Natal, Assu, Caicó e Patu)  com 57 cursos de graduação presencial e 5 cursos na modalidade a distância. Garantindo atendimento e oportunidade de formação para uma grande parcela da população que se encontra há séculos excluída e marginalizada pelas políticas de um processo desigual. Processo esse que segue a lógica de dominação das velhas elites historicamente conservadoras que ergueram fortunas e enriquecimento oligárquico, excluindo o Nordeste em suas prioridades, agravando as disparidades regionais.

A UERN também cumpre estratégico papel econômico na mobilização da diversidade de produção intelectual dos seus profissionais implementando estudos e pesquisas em seus mais de 113 grupos de pesquisas e nos mais de 200 projetos e ações de Extensão. Com tudo isto, a UERN segue impulsionando o estudo e implementação do crescimento e desenvolvimento econômico, humano, científico e tecnológico do Rio Grande do Norte. Certas vozes retrógradas vergonhosamente revelam por trás do véu enganoso de suas palavras a ânsia privatista e sedenta de lucros dos interesses neoliberais que representam. Mas, os números colocam por terra seus incongruentes argumentos contra a grandiosidade da UERN em procurar atender a uma alta demanda por formação qualificada cada vez mais crescente por parte daqueles que não têm condições de ingressar em outras instituições públicas ou privadas para formação superior, por fatores diversos de ordem econômica, regional ou condição social. Apenas em 2020, mais de 22.886 pessoas se inscreveram no ENEM/SISU para concorrer a uma de suas 2.430 vagas ofertadas, o que evidencia a enorme procura pelos cursos ofertados na UERN e ainda uma grande exclusão e disputa desigual para qualificação profissional em nossa região. Atualmente são mais de 10 mil estudantes matriculados em nossos cursos.

Para contribuir com esta estratégia de desenvolvimento construída democraticamente e com qualidade para promover o desenvolvimento e combater a desigualdade regional, a UERN efetiva programas formativos e de capacitação para seus servidores, implementa políticas de ações inclusivas e de permanência, além de colaborar com a efetivação de políticas públicas a partir dos seus profissionais qualificados. Para isso, conta com cerca de 785 docentes efetivos e 117 provisórios. Dos efetivos temos cerca de 92% com pós-graduação, sendo 437 com doutorado.

Por fim, podemos enfatizar que apenas interesses elitistas e retrógrados desconhecem a importância estratégica da UERN e criticam seus instrumentos institucionais de fortalecimento e consolidação, como a sua necessária autonomia de gestão financeira e patrimonial. A UERN foi forjada no espírito do desenvolvimento de forte inspiração nos ideais de uma política que combata a desigualdade regional entre centro elitista e periferia, como disseminado pela Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), sob a orientação intelectual do professor nordestino Celso Furtado. Neste ideário que surge a partir de profundos estudos científicos percebemos como a UERN é imprescindível para contribuir com a minoração das disparidades e desigualdades econômicas e sociais em nossa região, que não tem seu fator primordial nos problemas ambientais, mas na prática estrutural da velha cultura opulenta das elites e seu modelo de desenvolvimento e investimentos desiguais. Contra essas vozes do atraso e retrocessos em nosso estado, a UERN será sempre resistência e luta.

 

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