Comércio salva imagens por 1 mês e depois sobrepõe gravação, diz polícia.
Apostador de Ribeirão Preto (SP) diz ter sido furtado pelo próprio irmão.
A lotérica em Ribeirão Preto que registrou o prêmio da Mega-Sena que
foi motivo de conflito entre dois irmãos não possui as imagens das
câmeras de segurança do momento em que o ganhador efetuou a aposta, em
setembro do ano passado, segundo informou a Polícia Civil. O material
ajudaria a polícia a desvendar o caso do suposto vencedor, que acusa o
irmão de ter furtado o bilhete premiado no valor de R$ 7,8 milhões. O
acusado nega ter retirado o prêmio.
Em dezembro, a Justiça Federal de São Paulo determinou que a Caixa
Econômica Federal (CEF) informe à polícia quem foram os dois ganhadores
do concurso número 1.530 da Mega-Sena – um de Ribeirão e outro de
Guarulhos (SP). A CEF tem o prazo de 15 dias para cumprir a decisão, a
partir do momento em que for notificada, o que ainda não ocorreu,
segundo sua assessoria.
O delegado Samuel Zanferdini, que chefia as investigações do caso,
explicou que a lotérica mantém os vídeos de circuito interno gravados
apenas pelo período de 30 dias e depois o conteúdo é regravado. Agora, a
polícia espera que a CEF informe o nome dos vencedores para esclarecer
parte da investigação.
“Essas imagens nos ajudariam a adiantar alguns pontos do inquérito.
Poderíamos esclarecer quem, de fato, fez a aposta. Porque temos uma
pessoa acusando, mas ainda não temos provas concretas de que ele efetuou
o jogo”, afirmou Zanferdini.
O caso
No dia 4 de novembro, o suposto ganhador, de 40 anos, registrou um termo circunstanciado no 6º Distrito Policial de Ribeirão, comunicando que o suposto bilhete premiado havia sido extraviado. Dias depois, o homem voltou à delegacia informando que o próprio irmão teria levado o documento de dentro de sua casa.
No dia 4 de novembro, o suposto ganhador, de 40 anos, registrou um termo circunstanciado no 6º Distrito Policial de Ribeirão, comunicando que o suposto bilhete premiado havia sido extraviado. Dias depois, o homem voltou à delegacia informando que o próprio irmão teria levado o documento de dentro de sua casa.
sobre ganhador da Mega-Sena em setembro do
ano passado (Foto: Ronaldo Oliveira/ EPTV)
ano passado (Foto: Ronaldo Oliveira/ EPTV)
Em entrevista à EPTV, o suposto ganhador alegou que só foi verificar se
havia acertado as dezenas três dias após o sorteio. Segundo ele, no
entanto, ao procurar o bilhete em uma caixa no quarto, não encontrou
nada.
Além de recorrer à polícia, o homem que se diz ganhador da Mega-Sena
moveu uma ação civil na Justiça Federal contra a CEF para tentar
bloquear o saque, mas teve o pedido recusado em decisão no dia 19 de
dezembro. O juiz também negou diversos pedidos ao homem, entre eles o
acesso às imagens de circuito interno da lotérica e do edifício onde o
estabelecimento está localizado e a convocação de funcionários que
trabalhavam no horário em que a aposta foi realizada.
Sem intimação
Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que o dinheiro já foi sacado pelo ganhador de Ribeirão Preto, mas, por medida de segurança, não revela sua identidade. Além disso, destacou que não foi citada ou intimada acerca da referida ação.
Fonte: Globo.com