Vítima de sequestro mais longo do RN presta depoimento. Confira



Oito acusados compareceram ao Fórum de Ceará-Mirim (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)Oito acusados compareceram ao Fórum de
Ceará-Mirim (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)
 
O empresário mossoroense Porcino Fernandes Segundo, o Popó Porcino, de 20 anos, prestou depoimento nesta terça-feira (27) nas audiências de instrução e julgamento dos nove acusados de participação no sequestro considerado o mais longo da história do Rio Grande do Norte. O jovem, que passou 37 dias em cativeiro, deixou o Fórum Desembargador Virgílio Dantas, em Ceará-Mirim, na Grande Natal, sem falar com a imprensa. Além de Popó, foi ouvido na manhã desta terça Sandrielio Constantino da Silva, funcionário da família Porcino na época do sequestro. Os depoimentos devem prosseguir até quarta-feira (28).

Estão previstos depoimentos de 28 testemunhas. Dos nove denunciados por extorsão mediante sequestro, oito compareceram ao fórum e uma está foragida. Estiveram em Ceará-Mirim os acusados Paulo Victor Lopes Monteiro, Bruna de Pinho Landim, José Orlando Evangelista Silva, Anderson de Sousa Nascimento, Luiz Eduardo Lima Magalhães Filho, Bruna de Pinho Landim, Leonora Gomes de Lima, Orlandina Torres Carneiro e Francisco Wancinberg dos Santos Guimarães.

A foragida é Antônia Berenice Damasceno Lima, que escapou do Centro de Detenção Provisória de Parnamirim em dezembro de 2012 e continua foragida. Ela é considerada procurada pela Justiça.

Popó Porcino foi levado por homens armados de um parque de vaquejadas no dia 17 de junho do ano passado. O empresário foi libertado pela polícia em 24 de julho, dentro de uma casa de praia de Pitangui, no litoral Norte potiguar.
Segundo sequestro na família
A Justiça potiguar também já marcou as audiências de instrução e julgamento dos acusados de participação no sequestro do empresário Fábio Porcino Rosado Chaves, de 23 anos, mais conhecido como Fabinho Porcino. Será no dia 28 deste mês, às 14h, no Fórum Dr. Silveira Martins, que fica na avenida Alameda dos Cajueiros, 355, no Centro de Mossoró. Ele, que é primo de Popó Porcino, foi sequestrado no dia 10 de junho deste ano.
Homens armados e vestidos com coletes semelhantes aos da Polícia Federal chegaram a uma concessionária de veículos que pertence ao pai de Fabinho e levaram o jovem empresário. A vítima foi libertada quatro dias depois, quando a polícia encontrou o cativeiro numa fazenda na zona rural da cidade de Canindé, no Ceará.

O sequestro de Popó

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte estourou o cativeiro onde estava Popó Porcino no dia 24 de julho de 2012. O estouro do cativeiro e a descoberta de uma residência na cidade de Parnamirim – também na região metropolitana – onde parte da quadrilha estava acampada, aconteceu simultaneamente. "Iniciamos a investigação logo após a confirmação de que o empresário estava sequestrado. Tínhamos a informação de que o grupo estava dividido entre Pitangui e Parnamirim. Nos dividimos e simultaneamente estouramos os dois pontos", explicou o comandante geral da Polícia Militar do RN, coronel Francisco Canindé de Araújo Silva.

De acordo com a delegada Sheila Freitas, responsável pelas investigações, assim que os policiais invadiram o cativeiro na praia de Pitangui, onde Popó estava, houve reação. Na troca de tiros, um dos sequestradores morreu. “Porcino não sofreu nenhuma violência física. Estava bastante emocionado e abalado. Certamente foi um trauma muito grande”, ressaltou a delegada na época.

O mais longo sequestro do RN

De acordo com a PM, o sequestro de Porcino Segundo entrou para a história potiguar como o mais duradouro. Foram 37 dias de cativeiro. Antes, o mais longo já registrado no RN havia ocorrido em dezembro de 2004. A vítima foi o empresário, também mossoroense, Francisco de Assis Silva, então com 61 anos. Assis da Usibras, como é mais conhecido, passou 36 dias em cativeiro, sendo libertado no dia 21 de janeiro de 2005. Os sequestradores exigiram um resgate de 1,5 milhão de dólares, o equivalente a 4 milhões de reais na época. O dinheiro não foi pago.

Fonte: G1/RN
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